O Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ) realizou, ontem, em todo o Estado, eleições para o Conselho Pleno no triênio 2013/2015. A chapa vencedora Mudança Já conseguiu maioria dos votos nas 102 urnas com sistema eletrônico. Em Niterói, Petrópolis e em outros municípios algumas urnas apresentaram problemas e os corretores tiveram que eleger seus candidatos em cédulas de papel. O profissional que não justificar no prazo a ausência na eleição, estará sujeito ao pagamento de multa. Manuel da Silveira Maia, Fatima Santoro Gerstenberger entre outros 54 corretores são os grandes lideres deste pleito.
Os contratos de locação em andamento com cláusula de reajuste anual pela variação do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) e aniversário em abril sofrerão variação de 3,23% sobre o valor do aluguel vigente até março.
De acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), responsável pela divulgação do índice, a variação do indicador em março foi de 0,43%, totalizando uma alta acumulada de 3,23% no período de 12 meses compreendido entre abril de 2011 a março de 2012.
Para facilitar o cálculo do aluguel, o Secovi-SP (Sindicato da Habitação) divulga um fator de multiplicação, que neste mês é de 1,0323 e poderá ser multiplicado diretamente no valor do aluguel vigente antes do reajuste.
Dessa forma, se o aluguel pago no período de abril de 2011 a março de 2012 foi de R$ 1.500,00 por mês, o valor de locação mensal para o período de abril de 2012 a março de 2013 – ou até o final do contrato, no caso de aluguéis com término previsto para antes de março de 2012 – será de R$ 1.548,45, resultado da multiplicação de R$ 1.500,00 por 1,0323.
Fatores de Reajustes de aluguel
- Contrato com aniversário em março de 2011 e pagamento em abril de 2011: 1,1130
- Contrato com aniversário em abril de 2011 e pagamento em maio de 2011: 1,1095
- Contrato com aniversário em maio de 2011 e pagamento em junho de 2011: 1,1060
- Contrato com aniversário em junho de 2011 e pagamento em julho de 2011: 1,0977
- Contrato com aniversário em julho de 2011 e pagamento em agosto de 2011: 1,0865
- Contrato com aniversário em agosto de 2011 e pagamento em setembro de 2011: 1,0836
- Contrato com aniversário em setembro de 2011 e pagamento em outubro de 2011: 1,0800
- Contrato com aniversário em outubro de 2011 e pagamento em novembro de 2011: 1,0746
- Contrato com aniversário em novembro de 2011 e pagamento em dezembro de 2011: 1,0695
- Contrato com aniversário em dezembro de 2011 e pagamento em janeiro de 2012: 1,0595
- Contrato com aniversário em janeiro de 2012 e pagamento em fevereiro de 2012: 1,0510
- Contrato com aniversário em fevereiro de 2012 e pagamento em março de 2012: 1,0453
- Contrato com aniversário em março de 2012 e pagamento em abril de 2012: 1,0343
- Contrato com aniversário em abril de 2012 e pagamento em maio de 2012: 1,0323
A Caixa Econômica Federal reuniu, na manhã de 3/4, em seu auditório de São Paulo, dezenas de convidados e representantes do Secovi-SP, SindusCon-SP e Apeop para divulgar o fluxo operacional e dos parâmetros técnicos do convênio firmado entre a instituição financeira e o governo do Estado de São Paulo, com vistas ao aporte de recursos para a segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida – FAR (Fundo de Arrendamento Residencial).
Também estiveram presentes os gerentes regionais de todo o Estado, que tiveram significativa parcela de responsabilidade no sucesso do Minha Casa, Minha Vida até o momento. Só no primeiro trimestre de 2012 o programa movimentou mais de R$ 34 bilhões, o que significa a produção de algo em torno de 134 mil unidades habitacionais só em São Paulo, segundo Mauricio Antonio Quarezemin, superintendente Nacional para o Estado da Caixa Econômica Federal.
Na ocasião Ricardo Pereira Leite, secretário municipal da Habitação, falou da importância das parcerias público privadas para alavancar programas que visem o saneamento do atual déficit de moradias. “Tanto o envolvimento com prefeituras e entidades afins quanto com a iniciativa privada é visceral para a construção de uma sociedade mais representativa”, afirmou.
O secretário municipal se diz otimista, pois julga que São Paulo detém um parque técnico enorme oriundo de empresas que podem e devem ser acionadas. “Somos um dos poucos setores produtivos que trabalha totalmente na legalidade, isso combina com a agilidade do setor privado”, diz Pereira Leite.
Os projetos do Governo Federal para a habitação de interesse social prevêem investimentos da ordem de R$ 2 bilhões, o que significa a produção de mais de 100 mil moradias, para as quais serão feitos aportes de até R$ 20 mil por unidade, de acordo com Paulo Galli, superintendente Regional da Superintendência Regional Paulista da Caixa Econômica Federal. “Também está prevista a liberação de aproximadamente 40 mil cartas de crédito nos próximos dois anos, o que atenderá prontamente a categoria dos servidores públicos. Já o Casa Paulista, em seu bojo só tratará com agentes privados, com o que prevê a produção de quase 84 mil unidades nos próximos quatro anos”, completou.
Na quinta-feira, 29/3, durante a Feicon Batimat, o Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e o CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável), junto com representantes do governo – Ministério das Cidades, Secretaria da Habitação do Estado de São Paulo/Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA), protocolaram o documento para realização em junho, na cidade de São Paulo, da reunião anual do SBCI (Sustainable Buildings and Climate Initiative ou Iniciativa para as Construções Sustentáveis e Clima), programa ligado a Unep (Pnuma – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).
Na abertura da solenidade, o presidente do CBCS, Marcelo Takaoka, que também exerce a função de presidente do conselho do SBCI, explicou o motivo da movimentação de várias entidades em co-organizarem a reunião anual do SBCI. “Além de ser um grande evento para promover o debate sobre sustentabilidade na construção, servirá às entidades do setor como reunião preparatória para a Rio+20”. A Rio +20 é a conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que ocorrerá na cidade do Rio de Janeiro, de 20 a 22 de junho de 2012.
O vice-presidente de sustentabilidade do Secovi-SP, Ciro Scopel, destacou a importância da realização do evento para a discussão da sustentabilidade e o planejamento urbano. “A reunião será uma grande oportunidade para o setor da construção e trará valiosas contribuições para avançarmos nas questões das cidades sustentáveis”.
Para a coordenadora do PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat), do Ministério das Cidades, Maria Salette Weber, “o simpósio da SBCI é de total importância para o Brasil, como um evento internacional que vai promover a construção sustentável para a habitação de interesse social e articulação dos setores do governo estadual, secretaria municipal e o setor imobiliário”.
Segundo Leda Aschermann, secretária adjunta da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, o documento assinado “é muito representativo e indica uma decisão de consciência e que estamos no caminho certo, o da sustentabilidade.”
Silvio Torres, secretário da Habitação do Governo do Estado de São Paulo, afirmou “que o resultado da assinatura do protocolo vai colocar o Brasil como uma vitrine para o meio ambiente e mostra que estamos dando o primeiro passo para contribuir com a Rio+20”.
A reunião anual da Unep-SBCI é constituída por uma assembleia restrita e por um simpósio – aberto ao público – que ocorre em São Paulo, no dia 13 de junho de 2012, no Sesc-Pinheiros, e terá como tema a ” A Eficiência e a Economia Verde: Oportunidades para Edifícios e Cidades Sustentáveis”. Na ocasião, palestrantes nacionais e internacionais vão abordar temas relacionados ao setor de construção e o impacto dessa atividade no consumo da energia, no uso de recursos naturais, e a visão geral sobre objetivos do desenvolvimento sustentável para o setor.
A Gafisa encerrou o ano passado com prejuízo líquido de R$ 1,093 bilhão, comparado a lucro de R$ 416,05 milhões em 2010, conforme dados divulgados no domingo, em meio à tentativa da companhia de revisar sua estrutura e suas operações para retornar ao crescimento.
A construtora e incorporadora apresentou números preliminares não-auditados, justificando que, após realizar “profunda análise dos impactos econômicos das mudanças estratégicas adotadas e da revisão orçamentária requerida [...], os auditores vão necessitar de tempo adicional para completar seus trabalhos”.
Os dados consolidados auditados e incluindo resultados do quarto trimestre devem ser divulgados até 9 de abril.
O prejuízo em 2011, segundo a empresa, foi decorrente principalmente de ajustes de R$ 889,5 milhões, sendo 69% equivalente à Tenda –unidade voltada ao segmento econômico que, desde que foi adquirida pela companhia, vem impactando os resultados do grupo– e 31% à Gafisa.
A construtora informou ainda ter realizado análise detalhada da carteira de recebíveis da Tenda.
“A Gafisa realizou alterações significativas em sua estrutura e gestão que posicionam a companhia para o desenvolvimento no longo prazo e para um melhor desempenho financeiro. Os resultados financeiros consolidados do ano refletem as ações corretivas necessárias, como a redução do negócio Tenda, o destrato com potenciais proprietários de imóveis que já não se qualificavam mais para financiamento bancário e um foco geográfico reduzido”, afirmou a companhia no balanço.
A revisão orçamentária de custo de construção dos segmentos Tenda e Gafisa, segundo a empresa, ocorreu por meio de foco nas regiões geográficas onde há maior controle de sua cadeia de suprimentos.
“Apesar dos impactos terem sido relevantes, não houve impacto no nosso fluxo de caixa atual, e nossa liquidez se mantém suficiente para cumprirmos com nossas obrigações e executarmos nosso novo plano estratégico”, acrescentou a Gafisa no documento.
Em 31 de dezembro, a posição de caixa da companhia era de R$ 983,7 milhões, contra R$ 1,2 bilhão ao final de 2010. Em 31 março de 2012, a posição de caixa era de aproximadamente R$ 900 milhões.
2012
A Gafisa fechou 2011 com banco de terrenos potencial para lançamentos de R$ 21,8 bilhões. Para este ano, a estimativa da empresa é de lançamentos na faixa entre R$ 2,7 bilhões e R$ 3,3 bilhões, com o segmento Gafisa respondendo por metade deste volume, AlphaVille por 40% e Tenda, 10%.
Nos três primeiros meses de 2012, a companhia informou ter lançado R$ 400 milhões.
Em termos de entregas, a companhia espera somar de 22 mil a 26 mil unidades em 2012, sendo 30% do segmento Gafisa, 50% de Tenda e o restante de AlphaVille. No primeiro trimestre deste ano, foram entregues 6.000 unidades e concluído o repasse de 2.500 clientes de Tenda para instituições financeiras.
A Gafisa informou também que espera gerar entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões em fluxo de caixa operacional em 2012.
Estudo: deficientes têm rendimentos igual ou superior à média
Enviado por Sandra Bezerra, qui, 05/04/2012 – 15:15
Estudo realizado pelo Sinduscon-SP indica que 92% das pessoas com deficiência empregadas no setor têm desempenho e produtividade igual ou superior à média dos funcionários.
Segundo os gestores, 85% das pessoas com deficiência trabalhando na construção têm um relacionamento interpessoal de bom a ótimo.
O estudo foi apresentado no último dia 3, durante seminário realizado pelo sindicato, em parceria com o Seconci-SP, em São Paulo, que teve como principal objetivo debater a inclusão profissional de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e a adequação das funções e atividades a cada tipo de deficiência de forma segura.
O trabalho mapeou as restrições médicas e técnicas que uma pessoa com deficiência (PCD) tem, ou não, para realizar 29 diferentes atividades inerentes a 17 funções dentro do canteiro de obra com base nas apontadas pelo Manual de Saúde, Segurança do Trabalho do Serviço Social da Indústria (Sesi) de São Paulo.
A pesquisa tomou como base levantamento da Associação Horizontes feito sob encomenda para o Sinduscon-SP.
Para o estudo, ainda foram feitas visitas a 17 empresas e 18 canteiros de obras e foram entrevistados engenheiros e mestres de obras para entender qual a avaliação deles em relação à possibilidade de realização de cada uma das atividades por cada deficiência.
Com base nas respostas dos grupos consultados e com os apontamentos dos técnicos em saúde e segurança do trabalho, o sindicato criou uma tabela que faz uma recomendação do tipo de atividade que tipo de deficiência tem condições de realizar com segurança.
A recomendação é variável e dividida em três categorias: sem restrição, restrição parcial e restrição total. O sindicato ainda estabeleceu o tipo de restrição, o local das restrições e as adaptações indicadas em cada caso.
Fonte: Jornal do Brasil
IPCE-RJ: Otto Guilherme Gerstenberger Junior: Terra: Imóveis: alta desacelera, mas preços devem seguir subindo
O preço médio dos imóveis subiu 26% em 2011, segundo pesquisa realizada em seis capitais e no Distrito Federal pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a Zap Imóveis. Apesar do significativo aumento, o mercado imobiliário apresentou um arrefecimento. No último mês do ano houve desaceleração de alta no valor do metro quadrado dos imóveis de capitais como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Brasília, inclusive, chegou a apresentar recuo de 0,2% no indicador. Mas o movimento de desaceleração é um pouco mais antigo: desde abril de 2011 que o preço médio do imóvel sobe menos mês a mês.
Uma das teses defendidas por especialistas do setor, como o pesquisador da FipeZap Eduardo Zylberstajn, é a de que a economia do País pode ter refletido no comportamento do preço do metro quadrado. No terceiro trimestre de 2011, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) ficou estável, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Isso é parte da própria desaceleração da economia. A atividade tem vindo mais fraca, o mercado de trabalho dando sinais de que não está no mesmo ritmo do ano passado. Isso contamina a economia como um todo”, afirmou.
Apenas o fato de a economia estar menos aquecida não diz muito, mas a escassez de crédito no País, sim, já que o mercado imobiliário depende da quantidade de crédito disponível para as pessoas e investidores adquirirem bens. Segundo o professor de finanças do Insper Ricardo Almeida, desde o final de 2010 e ao longo de 2011 o governo federal tomou medidas de contenção ao crédito, o que, aliado a outros fatores circunstanciais, colaborou para a desaceleração no setor.
“A gente teve um crescimento muito grande da oferta (de crédito) desde 2004, e se pensou que isso ia continuar sempre. Mas devido ao controle de inflação e também à desaceleração da economia europeia, que cessou um pouco a fonte de crédito, o governo não entrou com crédito abundante”, disse ele.
Retomada
Para o professor do Insper está descartada a possibilidade de uma tendência de desaceleração no mercado imobiliário nos próximos meses, dado que o governo voltou a estimular a economia com medidas como a redução da taxa básica de juros (Selic). Ele prevê que já neste primeiro semestre de 2012 possa ser verificado um reaquecimento.
No entanto, a chance de a retomada dos preços ocorrer no mesmo forte ritmo de antes é pequena, por conta de a economia brasileira crescer menos daqui para frente. “A relação entre crédito e PIB em 2004 era de 18%, e agora é algo em torno de 47% do PIB. Só que essa relação não está crescendo tanto mais”, explicou Almeida.
Brasília e o recuo de preços
Embora Brasília tenha apresentado recuo no preço dos imóveis em dezembro é difícil que isso se verifique daqui para frente na capital federal ou no restante das capitais, até pela diminuição ter sido pequena. O comportamento do mercado imobiliário em Brasília é diferente por conta do plano piloto da cidade, que não permite a construção em qualquer terreno, além do fator sazonal. “Lá em Brasília ocorreu uma acomodação, porque em dezembro diminui muito a atividade. As pessoas começam a comprar a partir desse início de ano”, afirmou Zylberstajn.
O déficit habitacional, que, segundo pesquisa do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgada em outubro, era de 7,9 milhões de moradias no País, também contribuirá para a retomada dos preços. “A população ainda não está morando bem. O mercado está desacelerando, sendo que ainda tem déficit habitacional. Era para o preço estar subindo, o crédito estar farto e a taxa de juros caindo, e sem medo de bolha imobiliária”, disse o professor.
A Basesoft e o IPCE-RJ lançam plataforma de ead para o mercado imobiliário.
O IPCE Instituto Petropolitano de Consultoria Educacional lançam em Petrópolis ainda este semestre 20 novas Pós Graduações Lato Senso.
Fica mantida, desta forma, a tendência favorável do mercado de trabalho, que ficou 30,76% acima da média de geração de empregos para os anos de 2003 a 2011.
Nos últimos 12 meses o país registrou a criação de 2.085.344 novas vagas, uma expansão de 5,8% no contingente de assalariados com carteira assinada.
O setor da construção gerou 42.199 novos postos de trabalho (1,46%), o segundo melhor resultado para o mês de janeiro e a maior taxa de crescimento entre os oito setores analisados pela pesquisa no mês de referência.
Na avaliação dos últimos 12 meses, a Construção gerou 225.787 novos postos de trabalho, um crescimento de seu estoque de 8,25% e o segundo maior resultado entre os setores (o primeiro foi extrativismo mineral com setor 10,03%).