Negócios Imobiliários – Por Fatima Santoro e Otto Gerstenberger Júnior



A sociedade do conhecimento e do impacto econômico das universidade

 

Este debate não é novo. Enquanto não há consenso sobre sua importância, muitas organizações, associações e fóruns em que o seu papel e impacto no debate a sociedade.
A teoria de sistemas regionais de inovação, regiões de aprendizagem, o modelo da hélice tripla, a teoria do “Modo 2″ ou compromisso universidade, levaram não só os acadêmicos também, mas aqueles que têm em sua mãos o desenho de políticas de desenvolvimento regional, considere universidades como elementos estratégicos. Especificamente, a literatura sobre sistemas regionais de inovação enfatiza a importância de reforçar as ligações entre as diversas instituições que compõem o sistema e melhorar a competitividade. O modelo da hélice tripla defende relações híbridas e natureza recursiva, que vai além de suas próprias fronteiras institucionais entre as três áreas que compõem (universidade-indústria-governo). compromisso teoria universidade enfatiza a flexibilidade de resposta e de adaptação e habilidades de aprendizagem a serem tomadas pelas universidades, enquanto o “Modo 2″, explica o papel da pesquisa científica no pós-moderna, composta sociedade em um relações universidade-indústria plural e interdisciplinar promover a criação de redes com o objectivo de maximizar o processo inovador e aproveitar as sinergias derivadas

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Enquanto a estrutura e função das universidades tem evoluído ao longo do tempo, como a sociedade progrediu, é nos últimos anos, quando as mudanças foram mais pronunciadas. No contexto da sociedade do conhecimento, a crescente internacionalização da oferta universidade e correspondendo à confiança que a sociedade na gestão autónoma de universidades, faculdades estão envolvidos em um processo de redefinição de seus processos, concepção de novos fórmulas e estruturas flexíveis que lhes permitam adaptar-se a um reguladas demandas do mercado ambiente.
Os governos não conceber um plano de acção a nível da política industrial e tecnológica, sem universidades como parceiros estratégicos. Enquanto nas universidades meados do século XX tiveram um papel secundário no desenvolvimento regional de um território, até à data o sistema universitário é um ativo altamente estratégico. Esta pressão crescente sobre as universidades nas esferas demográficos, econômicos, tecnológicos, sociais e políticos reside universidades como motores do progresso económico. No entanto, estes requisitos colocar algumas questões que merecem alguma reflexão: Como pode universidades contribuir melhor às necessidades locais e regionais? Que mecanismos podem ajudar a facilitar a interação universidade-empresa para garantir a recuperação ea utilização de todo o conhecimento gerado?
Embora tradicionalmente o papel das universidades na sociedade do conhecimento tem sido analisada a partir de sua tripla missão (ensino, pesquisa e transferência), esta abordagem não é suficiente para compreender a complexidade da sua contribuição. A perspectiva de que poderia ajudar a responder as perguntas acima e explicar a importância das universidades nos sistemas regionais de inovação vem da análise do seu impacto económico. As universidades são empregadores, provedores e consumidores, as funções adicionais são realizados simultaneamente. Vamos ver em detalhe cada um deles.
Começando com o papel do consumidor, universidades exigem um conjunto de recursos para realizar suas funções. Eles devem ser provisionada com uma vasta gama de produtos e serviços geralmente contratam fornecedores regionais. Agindo clientes como regulares da indústria, universidades contribuir para o desenvolvimento económico, a criação de demanda e impulsionar a actividade económica no território em que eles estão localizados.

 

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As universidades são também os empregadores. Devido à sua diversidade de funções requerem uma variada oferta de recursos humanos. pessoal capaz de ensino, pesquisa e transferência de conhecimento é necessária. Os funcionários também precisam de apoio de gestão (ponto de ebulição de pessoal administrativo e de serviço, bibliotecários) e profissionais capacitados para atender os serviços para toda a comunidade (manutenção ponto de ebulição, de infraestrutura, TIC, reprografia, restauração). Além disso, as invenções novas comunicações resultantes de atividades de pesquisa também pode levar a novos produtos e serviços e até mesmo materializar em novas empresas, que exigem pessoal. A partir desta perspectiva, porque as universidades são instituições que empregam grande número de pessoas com perfis muito heterogêneos.
Finalmente, como provedores, universidades fornecer capital humano (graduados, pós-graduados e doutores), que visa atender às demandas de um mercado de trabalho cada vez mais mão de obra qualificada. Novas tecnologias envolvem a destruição dos locais de trabalho, mas também a criação de novo, o que significa que novos profissionais devem ser capazes de agregar valor aos negócios, evitando assim a sua substituição por máquinas ou robôs. As empresas também precisam universidades para impulsionar seus processos de P & D e encurtar o tempo entre a fase de descoberta e aplicação e exploração tecnológica. Vários mecanismos facilitar estas interacções (contratos de I & D, licenciamento para a exploração da propriedade intelectual, etc.). Da mesma forma, os serviços de incubação, aconselhamento e consultoria também contribuem para a colocação de universidades como provedores, neste caso de espaços e serviços avançados, que por sua vez, reforçar os laços universidade-empresa.
A partir desta análise, o impacto econômico significativo de universidades nas economias regionais é clara: criar empregos, contribuir para a criação de uma mão de obra mais flexível e competente, e produzir produtos e serviços que são negociáveis e gerar retorno econômico .
A contribuição das universidades no território é, portanto, inquestionável, especialmente em um contexto caracterizado pela estagnação económica em que empresas mais setores são enfraquecidas. A definição de indicadores quantificáveis e objetivas, sem dúvida, ajudar a entender como as universidades determinam o desenvolvimento regional e avanço da sociedade.

Os sistemas de aquecimento solar, já são usados há muito tempo para aquecimento, principalmente de água para fins domésticos e ou comerciais e industriais. Compõe – se basicamente de dois elementos principais, o reservatório térmico, também conhecido como Boiler e o Coletor Solar, este responsável por captar a Energia Solar e transferi-la para a água que, depois de aquecida será armazenada no Reservatório térmico, até que seja consumida. Os Sistemas de Aquecimento Solar, normalmente são automáticos, ou seja, dispensam qualquer tipo de operação e contam sempre com outra fonte de energia como apoio de maneira que, na falta do SOL, o usuário não fique sem a Água Quente. O sucesso na instalação de um Sistema de Aquecimento solar deve seguir critérios técnicos tanto para o dimensionamento quanto para a fabricação e instalação, dessa forma deve utilizar – se de um projeto executivo, de produtos de qualidade oriundos de fabricante tradicional e certificado, bem como de mão de obra qualificada para a instalação, são elementos primordiais a eficiência técnica e econômica do sistema e seu uso. Os Sistemas de Aquecimento solar podem ainda ser classificados em dois tipos básicos, sendo, termossifão, ou de circulação natural e circulação forçada neste caso a circulação da água nos coletores se dará forçadamente através de pequena bomba especifica para este fim, cuja escolha depende das exigências de cada projeto, cabe ressaltar que ambos os tipos podem operar em, baixa e alta pressão conforme norma técnica (abnt), pertinente a cada instalação. 

Projetos do Brasil, Argentina e Tanzânia vão concorrer a premiação de US$ 100 mil

 

Foram anunciados na última terça-feira (12) nos Estados Unidos os três finalistas do Bright Minds Challenge, que vai premiar as soluções mais promissoras em energia solar e armazenamento de energia, tornando o consumo global de energia 100% sustentável.

Os finalistas foram escolhidos a partir da lista de 10 candidatos selecionados por votação pública, onde apresentaram suas soluções para o júri de especialistas que definiram os três melhores projetos conforme a classificação de impacto social, escala comercial, singularidade, qualidade técnica e qualidade das apresentações.

Entre os finalistas está o projeto brasileiro “Solar Ear” que tem como missão principal tornar o aparelho auditivo mais acessível para que assim até pessoas com menor condições tenham acesso. Eles desenvolveram a primeira bateria auditiva recarregável a base de energia solar, que aumentou a duração vida útil para dois ou três anos. O lucro dos aparelhos acaba sendo destinado também à sua causa social.

O segundo finalista é o projeto do Instituto de Química e Física dos Materiais, Meio Ambiente e Energia (Inquimae), na Argentina, que a base de lítio e cloreto imerso em salmoura natural, desenvolveu um método eletroquímico para armazenamento de energia sustentável a partir de fontes renováveis como solar e eólica, para eletrificação remota, veículos elétricos ecológicos e eletrônica portátil generalizada.

Por último está o projeto Solar Home da Tanzânia que propõe sistema de distribuição de energia solar a custo de USD 0,23 que substituirá o uso de querosene e velas para a iluminação de mais de 800 mil famílias de baixa renda com acesso fácil.

Os finalistas receberão um treinamento para as áreas comercial, técnica e orientação a fim de tornar reais seus protótipos para o mercado o quanto antes. Já o projeto vencedor, que será anunciado em junho, receberá US$ 100 mil em apoio personalizado.

Portal PINIweb: Gabrielle Vaz


No mercado de startups temos vários tipos de investimento diferentes que acontecem conforme o estágio do seu negócio. Mas nesse post vamos focar no investimento em uma startup early stage, aquele primeiro investimento que normalmente é o FFF (family, friends and fools) ou o investimento anjo (quando o empreendedor faz bootstrap).

O objetivo é responder algumas perguntas frequentes de empreendedores em fase inicial como:
1. O que preciso fazer para o investidor se interessar?
2. Quem são os possíveis investidores e como apresentar minha startup?
3. E no final o quê todos querem saber é Como conseguir investimento para minha startup?

Antes de mais nada quero deixar claro que essa é minha opinião e experiência com startups. Não existe fórmula mágica para conseguir investimento e não é um processo linear, muito pelo contrário. Você irá receber vários NÃO na sua caminhada, mas uma das características principais do empreendedor é a persistência. E isso significa que você deve entender o porquê que está por trás do NÃO e melhorar. Os princípios abaixo vão te ajudar a diminuir as respostas negativas e aumentar sua chances de conseguir o primeiro investimento para a sua startup, mas nada é garantido!

Sócios Complementares

Você já deve ter ouvido falar que o time da startup importa mais que a ideia certo? Se ainda não sabe disso, leia nosso post sobre como construir um time forte para sua startup.

Nesse ponto, o investidor vai olhar primeiro para quem são as pessoas por trás do produto, pois ele estará confiando o dinheiro dele à pessoas. E se essas pessoas não forem capazes de executar o negócio e tomar as decisões necessárias para fazer esse dinheiro retornar com lucro no final do dia, quem seria louco de queimar dinheiro?

Você pode ouvir falar em investimento de impacto, em causar mudança e tudo mais. Mas o objetivo principal de um investidor é retornar seu investimento multiplicado por pelo menos 10x. Ele está investindo em uma startup, algo extremamente volátil e de alto risco, então esse risco precisa ser compensado, se não ele estaria investindo em ações na bolsa ou imóveis.

Já ouviu falar em Custo de Oportunidade? Dá uma pesquisada porque isso é levado em conta pelo investidor. E não estou dizendo que impacto não é um objetivo, porém, não é o único e muito menos o principal comparado ao ROI (Retorno sobre o Investimento).

Mas o que faz o investidor colocar esse dinheiro de alto risco em uma startup? O primeiro fator observado é o time.

E como estamos falando de startups early stage, que buscam seu primeiro investimento, o seu time é você e seus sócios. E para aumentar suas chances, os sócios devem ser complementares. Complementar no sentido técnico mas também comportamental. Não adianta ter apenas um cara de marketing, um de vendas e um de produto. Se nenhum dos três tem iniciativa ou adaptabilidade como características comportamentais, o time não é tão complementar assim.

Eu sei que assim como no casamento, sócio muitas vezes não se escolhe, o “amor” simplesmente acontece e nesse caso não é amor, mas sim a visão que se encaixa e a sinergia faz as primeiras ações acontecerem.

Porém, faça uma análise pessoal e individual sua e dos seus sócios (O Bussines Model You pode te ajudar nessa tarefa, e já falamos no blog sobre ele) para entender como se complementam, e qual perfil está faltando para completar o time. Com isso, pode surgir uma ação de buscar um novo sócio ou simplesmente de se re-organizar para cada um focar em tarefas que tenham sinergia com seus pontos fortes.

Entender a fundo a complementaridade dos sócios e o que falta, te ajuda tanto na execução do negócio quanto em uma etapa posterior que vamos falar mais abaixo: apresentação para Investidores. Conhecendo suas fraquezas, fica mais fácil inclusive selecionar o investidor que mais se encaixa nas necessidades do negócio.

De maneira objetiva, se pergunte se você e seus sócios têm as seguintes características: Habilidades com Marketing e Vendas, Capacidade de Entregar o que Vende, Análise de Métricas e Aprendizados, Gestão Financeira, Gestão de Pessoas, Adaptação, Sabe Ouvir as Necessidades dos Clientes.

Para rodar um negócio, é necessário muito mais do que 7 aspectos, mas se os fundadores não tem alguma das habilidades acima, considere buscar em novos sócios ou em adquirir por conta própria.

Você é um empreendedor solitário e te falaram que para rodar um negócio precisa necessariamente de sócios? Isso é mito.

É claro que sócios ajudam pois provavelmente você não é um empreendedor completo. Mas é melhor começar sozinho e ter a vontade e capacidade de adquirir as competências que precisa, do que convidar as pessoas erradas para fazer parte da sua equipe. Já falamos disso no nosso post de como montar times.

No final do dia o que importa pro investidor é sua capacidade de execução e de gerar resultados rapidamente conforme os feedbacks dos clientes e mercado. Não importa se você é sozinho ou não. No pior dos casos, com dinheiro (e os conhecimentos certos de recrutamento/seleção) você contrata.

Mas se você está incorporando sócios no seu projeto uma dica final: 3 é um número mágico.

Product Market Fit

Agora que você já tem os sócios certos, chegou a hora de encontrar o Product Market Fit (encaixe do produto no mercado). E é claro que o investidor vai querer saber se você encontrou o PMF, porque ele é a primeira causa no ranking de mortalidade das startups, ou seja, o principal motivo pelo qual 9 em cada 10 startups falham no mundo: criam um produto que as pessoas não querem e consequentemente não se torna um negócio viável.

Como encontrar o Product Market Fit é assunto para outros 1000 posts, e você pode descobrir o seu construindo MVPs e validando sua ideia de negócio. O mais importante agora é você entender se encontrou o PMF ou não, pois se não encontrou, volte e faça sua lição de casa antes de apresentar seu negócio para um investidor.

Responda as perguntas:
– 40% dos seus usuários (pessoas que já usam seu produto) ficariam desapontadas se ele não existisse? *Use esse formulário (ou uma adaptação dele mas com as mesmas perguntas-chave) para encontrar a resposta distribuindo para seus usuários ativos. Não vale fazer com 10 usuários.

– Seu modelo de negócios foi validado e é escalável e lucrativo? *Independente se você ganha comissão por transação, mensalidade ou anúncios com base na audiência, mas a pergunta quer saber se você já está ganhando dinheiro ou de alguma forma provou que conseguirá ganhar dinheiro em breve. Entenda ganhar dinheiro como lucro e não apenas faturamento.

Se você não tem uma resposta positiva nas perguntas acima, ou se apesar de positiva, você não tem números suficientes para demonstrar que suas hipóteses foram validadas, considere refazer as seguintes etapas:

1. Valide o Problema/Necessidade que realmente importa na vida dos seus usuários: esse problema é comum em um universo de 100 pessoas que são seus early adopters?

2. Valide uma Solução mínima que resolve o problema dos seus usuários e os faça amar seu produto: seu MVP foi utilizado por pelo menos 100 pessoas ou 10 empresas e 40℅ ficariam desapontadas se ele não existisse?

3. Valide um Modelo de Receita Lucrativo: sua solução está monetizando mensalmente e tem potencial de crescimento da receita? Mesmo se não estiver dando lucro hoje devido à investimentos em aquisição de usuários e tecnologia que estão sendo feitos, no médio prazo o modelo se prova lucrativo? Está faturando 10 mil por mês?

Dica: os números acima são apenas uma base e podem mudar de negócio para negócio, mas é o mínimo que você deve estar fazendo para provar que seu negócio vale a pena ser investido. Se não estiver atingindo esses números, faça uma reflexão dos porquês e continue trabalhando duro para alcança-los. Isso irá diminuir a possibilidade de um NÃO de possíveis investidores.

Tração

Podemos entender tração como o ritmo de crescimento que seu negócio está alcançando. Se você estiver adquirindo um novo cliente ou 10 novos usuários por mês, ainda não é sinal de tração, pois o ritmo de crescimento é muito baixo. Além disso, se você está colocando muito esforço/investimento para conquistar esses poucos clientes/usuários, significa que algo está errado e vale a pena conferir se você encontrou mesmo o Product Market Fit.

Mas se sua startup estiver crescendo organicamente em um nível acelerado de modo que você não está conseguindo entregar sua solução na mesma proporção que novos clientes estão sendo adquiridos, aí sim seu negócio está tracionando.

Algumas características de negócios em fase de tração:
– Taxa de Crescimento na base de usuários ou clientes (mesmo que trial) de 5% semanal
– Receita superior à 10k por mês, aumentando gradativamente nos últimos 6 meses

Se você atingiu uma dessas características, seu negócio já está tracionando, e se você tem sócios complementares e/ou um time forte, é hora de procurar um investimento para acelerar ainda mais seu crescimento e conquistar Market Share rapidamente, impedindo a entrada/relevância de novos concorrentes.

Um bônus nesse momento é você descobrir um canal de aquisição de clientes principal que tenha ótimo CAC (Customer Aquisition Cost) em comparação com seu CLTV (Customer Life Time Value). Ou seja, se você está gastando R$10 para adquirir um novo cliente e ele está retornando em receita R$240 pagando R$10 de mensalidade por mês ao longo de pelo menos 2 anos (que é o tempo médio que você espera ou que já provou que seu cliente continua usando seu produto), então sua startup tem um resultado significativo frente ao custo que teve para adquirir o cliente.

Dessa forma sua startup é viável, e você pode apresentar para o investidor que o dinheiro investido no crescimento será retornado em receita e Lucro pro negócio em X tempo. Mesmo com o fluxo de caixa da empresa ficando no negativo, e a startup estando no vale da morte, o que mais importa é que existe um plano coerente e com premissas validadas que prevê o break even e retorno do investimento no longo prazo. Isso é o que importa para o investidor, e que você como empreendedor precisa demonstrar.

3 T’s (Team, Technology, Traction)

Se quisermos resumir os aspectos principais que vão aumentar as chances da sua startup conseguir um investimento-anjo, podemos encaixar nos 3 T’s, que são exatamente os 3 pontos acima que foram tratados.

A sua startup é composta por sócios complementares e competentes? Tem uma tecnologia condizente com uma necessidade real de mercado? O negócio está crescendo em um ritmo acelerado e você já descobriu os canais que trazem um crescimento viável?

Com respostas positivas para essas perguntas, o próximo passo é encontrar os investidores-anjo e saber apresentar sua startup de uma maneira que cause interesse para o início de um relacionamento com o investidor.

Como encontrar um investidor anjo

Existem duas maneiras de encontrar um investidor anjo para a sua startup: achar ou ser achado.

Para você achar, é um trabalho de prospecção e puro relacionamento, que vou tentar resumir abaixo:

1. Primeiro pesquise investidores que já sejam reconhecidos pelo mercado, ou seja, que fizeram algum investimento anterior que foi divulgado na mídia. Também pesquise clubes de investimento anjo na sua região, pois quanto mais próximo você estiver do anjo, melhor para marcar um café e estar acessível para reuniões, pois nem sempre você vai conseguir um vôo de um dia pro outro para São Paulo para tomar um café de 30 minutos.

Então ou você mora na cidade do anjo, ou você mora temporariamente na mesma cidade dele, ou investe em viagens sempre que precisar. Obs: o relacionamento pode acontecer remoto mas a fase de negociação é cheia de indas e vindas, e por isso a preferência por estar mais acessível presencialmente.

Por último, busque empresários ou executivos de grandes empresas de segmentos complementares ou similares ao seu negócio: normalmente esse tipo de pessoa tem um dinheiro dedicado à investimentos em novos negócios e mesmo que não seja um investidor profissional, o que mais importa é a experiência do investidor que pode agregar à sua startup.

2. Filtre os investidores por experiência, conhecimento, tipo de investimentos anteriores, em resumo, saiba qual é a tese de investimento dele, pois cada investidor tem a sua, e prefere investir mais em alguns tipos de negócios do que em outros.

Além disso, é importante entender o que seu negócio precisa frente ao que o investidor pode contribuir. Sempre busque Smart Money e por isso a importância de selecionar o investidor (não é só ele que te escolhe). Se você precisa de know-how em marketing e o investidor não teve experiência nesse tema e nem conhece alguém referência em marketing, então você estará trocando ações da sua empresa apenas por dinheiro e nem sempre o dinheiro resolve, se você não souber o que fazer com ele. Pesquise LinkedIn, Facebook, Blog, e pergunte à pessoas que já tiveram algum contato com ele para conhecer melhor seu possível investidor.

3. Agora que você já tem os investidores filtrados, faça um plano de ação para que ele conheça você e o seu negócio. Se esse investidor costuma ser palestrante ou convidado em algum tipo de evento, esteja nesse mesmo lugar e puxe uma conversa.

Adicione no Linkedin. Peça o email para pessoas próximas a ele. Tente chegar até ele através de algum contato seu. Estamos à 6 contatos de qualquer pessoa no mundo (e com a facilidade de networking atualmente dizem que é menor do que 4), então use sua rede para chegar até a pessoa que você precisa falar. Consiga um email e marque uma conversa.

4. Nessa etapa vamos considerar que você criou a oportunidade de falar com um possível investidor para a sua startup: pegou o email dele, puxou uma conversa, vai apresentar sua startup em um evento o qual ele está como espectador, etc.

Nesse momento você precisa ter um pitch para cada situação. Já falamos aqui no blog sobre como criar um pitch para a sua startup, e fizemos um Webinar com Leonardo Jianoti, investidor anjo na Curitiba Angels esclarecendo melhor como estruturar um pitch e aspectos que o investidor observa.

Mas a questão é que se você está fazendo seu Pitch por email, seja objetivo, fale brevemente sobre a proposta de valor e principais resultados do negócio, e não faça logo de cara uma proposta de investimento, e sim um pedido de conselhos. Lembre-se: o investidor também será um sócio, e como toda sociedade parece muito com um casamento, é necessário criar um relacionamento.

Primeiro você chama a atenção através de um pitch, havendo um interesse vocês marcam um encontro (próxima reunião), e dando tudo certo no encontro, continuam conversando e começam a namorar (normalmente o namoro dura de 3 à 6 meses e nesta fase vocês se conhecem melhor e pensam juntos em uma proposta de casamento).

Com os objetivos e expectativas bem alinhadas, se casam, quer dizer, se tornam sócios, e cada um tem a sua responsabilidade: de um lado o Empreendedor tem metas à serem alcançadas e o Investidor contribui com seu know-how, rede de contatos e Investimento.

Durante todo esse relacionamento, fique atento à algumas dicas:
– tenha um bom advogado do seu lado, pois se for sua primeira experiência e também do investidor, os termos podem ficar melhores para um lado do que para o outro, e você com a sua ansiedade de fechar o contrato pode ficar na desvantagem.

– mantenha um relacionamento periódico na fase de namoro enviando updates, novos resultados alcançados, desafios e mostre sua evolução para o investidor.

– busque mentoria sobre o tema com empreendedores que já receberam investimento para startup. Se não conhecer ninguém, use a técnica dos 5 contatos de distância.

– não tenha pressa. Uma decisão tomada com pressa não significa mais velocidade para a startup e sim mais problemas no médio prazo. Por mais que você precise do investimento para manter seu negócio em pé, tome decisões avaliando prós e contras. Para evitar a urgência/necessidade do investimento, planeje sua vida pessoal (para evitar ficar sem dinheiro para sobreviver) e antecipe a prospecção de investidores tendo em mente que são pelo menos 6 meses de “namoro” depois de ter encontrado o investidor certo, mas ainda existe a fase de prospecção e mesmo com o investidor certo algo pode acontecer durante o “namoro” (por exemplo ele se “apaixonar” por uma startup mais bonita que a sua).

Bem, acho que essa visão pode ajudar a clarear um pouco a jornada para você mesmo encontrar o investidor da sua startup. Mas existe a segunda maneira que comentei no início desta seção: ser encontrado.

Essa maneira de conseguir investimento é a mais simples: tenha os requisitos dos 3Ts que comentamos acima e coloque um dos sócios com maior habilidade de vendas/comunicação para fazer o máximo de relacionamento possível no ecossistema de startups, além de divulgar seus resultados nos canais de comunicação da startup.

Dessa forma, em alguma conversa em algum evento ou local ou por email, ou de alguma maneira inusitada, você pode ser encontrado por um investidor-anjo e a conversa sobre investimento para o seu negócio vai surgir “naturalmente”. Coloquei as aspas porque não é exatamente natural: o investidor sempre está buscando boas oportunidades e atento ao movimento de mercado e o empreendedor também tem a intenção de crescer seu negócio com um investimento. Mas é claro, que como qualquer causa “natural”, não é garantido, então se quiser investimento, faça um plano de prospecção!

Conclusão sobre Como Conseguir Investimento para Startup

Se você ficou cansado no meio do texto, ou se espantou ao ver o tamanho do artigo, vou concluir em pouco tópicos para te ajudar:

– Tenha sócios complementares ao seu perfil, e além de bons tecnicamente, que tenham atitudes comportamentais acima da média em aspectos essenciais para uma startup

– Crie um produto que resolve uma necessidade real de mercado

– Encontre o modelo de faturamento desse produto, e tenha clara a visão de escala e de quando terá lucro no seu planejamento de fluxo de caixa

– Cresça seu negócio de maneira gradativa e coerente, validando as hipóteses iniciais de problema, solução, receita, e escala

– Pesquise o investidor que melhor se encaixa no que seu negócio precisa, e construa um relacionamento com ele, pois assim como no casamento, os objetivos e expectativas precisam estar muito alinhadas, e claro, tem que gostar um do outro

– Outra possibilidade é o investidor se apaixonar pela sua startup “naturalmente”, e ver que você executou muito bem os passos 1, 2, 3 e 4 acima muito bem, e com isso, parte do próprio investidor anjo a iniciativa de começar um relacionamento

– Depois da fase de “namoro” do investimento-anjo, você consegue o investimento para startup se “casando” com o seu novo sócio, e agora terá que enfrentar novos desafios, que vamos falar em próximos artigos!

Gostou do artigo? Recomende, compartilhe, e envie para empreendedores que estejam nessa fase, ou que pensam em empreender uma startup e estão iludidos com a facilidade que a mídia muitas vezes comunica sobre como conseguir investimento-anjo.

E se quiser construir um produto que alcance o Product Market Fit, que é uma das características essenciais para aumentar suas chances em conseguir investimento-anjo, envie sua ideia de negócio para o Ideia no Ar, que podemos te ajudar no lançamento da sua startup.

 

Fonte: Luis Ribeiro

Negociação: Uma ferramenta que pode fazer a diferença

 

 

O presente artigo apresenta uma abordagem sobre Negociação, procura fornecer informações específicas sobre técnicas e estratégias de negociação, além de prover conteúdo das etapas que compõem o processo de negociação com base em conceitos, afim de que o mesmo possa compreender a importância da Negociação para as organizações.

O assunto negociação vem assumindo uma importância cada vez maior no mundo empresarial. A todo o momento os meios de comunicação estão se referindo às fusões, incorporações, joint-ventures e alianças estratégicas como necessidades de uma economia moderna, dinâmica e competitiva. As negociações estão presentes não só quando se firmam os acordos, mas também nas suas implementações.

A negociação está presente no dia-a-dia, mesmo sem se dar conta, as pessoas negociam o tempo todo. Desta forma, o profissional que domina e tem essa habilidade acaba conseguindo vantagens e resultados positivos. Ou seja, a negociação é uma competência indispensável ao desenvolvimento profissional.

No mundo empresarial, a negociação se apresenta com uma forte ferramenta para obter melhores resultados e é uma competência muito valorizada. E importante destacar que os princípios da negociação valem para todas as organizações, independentemente do segmento, tamanho ou lucro.

NEGOCIAÇÃO E PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO

Negociação é relacionamento. Saber negociará uma das habilidades mais exigidas da equipe de compras/suprimentos. A negociação não é uma competição em que uma das partes ganha e a outra perde. De acordo com Alto, et. al (2009), negociação é o processo dinâmico por meio do qual duas partes buscam um acordo mutuamente satisfatório, em que cada parte procura obter um grau ótimo de satisfação. As negociações são baseadas em relações assertivas, onde as pessoas se encontram e falam francamente sobre seus interesses, expectativas, vantagens, benefícios, medos, dúvidas, apreensões, pontos mal aclarados, desconfianças etc. É neste ponto que a confiança começa a consolidar-se.

Desta forma, conclui-se que a negociação é o processo de se buscar um acordo e todo acordo é consequência de decisões entre as partes. A grande questão que se coloca é a qualidade da decisão; se ela atende aos interesses das partes envolvidas ou se apenas aos de uma delas. Mais ainda, se estes interesses são ou não atendidos de forma criativa com o encontro de soluções novas, não previstas inicialmente e de qualidade superior.

Muitas vezes, pessoas negociam inconscientemente, mesmo não percebendo que o fazem. Entretanto, são poucas as pessoas que atingem o resultado desejado numa negociação.

Em um processo de negociação, existem importantes elementos que estão relacionados com as estratégias, táticas e técnicas utilizadas, como: informação, tempo e poder, segundo Alto, et. al (2009). Ou seja, qualquer que seja o objetivo da negociação, sua importância e oportunidade, haverá três variáveis básicas que condicionam este processo, são elas: informação, tempo e poder (figura I).

A variável “informação” constitui em saber o máximo possível sobre o outro. Informação é o ato ou efeito de se informar acerca de alguém ou de algo. Raramente se prevê com antecedência a necessidade de informações numa negociação. Normalmente, isso só vem a acontecer quando ocorre uma crise. A informação está intimamente relacionada com o poder de conhecer as necessidades do outro. O ponto-chave na negociação é a busca das necessidades dos envolvidos.

O “tempo” é essencial para o sucesso de uma negociação, podendo até influenciar o relacionamento, além de favorecer tanto um como o outro lado dependendo das circunstâncias, e normalmente, as partes envolvidas definem um prazo limite.

Já a variável “poder” refere-se à capacidade de fazer com que o outro faça alguma coisa diferente daquilo que faria sem essa influencia, ou seja, capacidade de exercer controle sobre as pessoas e influenciá-las em pensamentos e comportamentos. A negociação utiliza essa forma positiva de poder exercendo autoconfiança, defendendo interesses e realizando acordos satisfatórios para todas as partes. Os poderes podem ser subdivididos em: poderes pessoais (moralidade, atitude, persistência e capacidade persuasiva); e poderes circunstanciais (especialista, posição hierárquica, precedente, conhece as necessidades e barganha).

Os elementos acima citados estão vinculados ao processo de tomada de decisão. Este processo é considerado como um conjunto de princípios, regras e procedimentos que permitem selecionar, em determinados tipos de problemas, as linhas de ação, saída ou alternativa mais convincente. Ou seja, a tomada de decisão e a negociação, são, portanto, escolhas entre ações alternativas para atingir um objetivo e o resultado desejado.

O processo de decisão pode ser considerado um risco numa situação onde não se tem 100% de certeza e os acontecimentos possíveis são mais de um. Isso acontece também com a negociação, a falta de domínio dos elementos faz com que a negociação não seja concluída com êxito, prejudicando assim as organizações e todos os envolvidos.

Ao conhecer os fatores fundamentais que envolvem o processo de negociação, o profissional de suprimentos deve entender quais são as etapas da negociação e quais os estilos de negociadores.

ETAPAS DA NEGOCIAÇÃO E ESTILOS DE NEGOCIADOR

A clareza e a objetividade são fundamentais para que todas as etapas da negociação sejam concluídas com sucesso. As etapas são: preparação; abertura; exploração dos objetivos e expectativas; apresentação de objetivos, expectativas e alternativas; clarificação; ação final/acordo; e controle/avaliação. A seguir, estão descriminados os detalhes de cada etapa (figura 2).

• Preparação: levantamento de informações, planejamento da Negociação, análise do histórico das relações, objetivos desejáveis e necessários, desenvolvimento de um plano de ação, estabelecimento dos objetivos que devem ser alcançados e os que a realidade permitirá atingir

• Abertura: criar um clima de abertura para reduzir a tensão, descontração do ambiente, definição do propósito, concordância quanto ao processo, deixar claro os benefícios esperados do trabalho conjunto, não inicie discutindo valores, não tenha pressa nem demonstre ansiedade, use dados mensuráveis ou comparáveis, cuide da sua postura e aparência, não aceite um não sem saber porquê, permita que todos falem e apresentem suas ideias e propostas, trate as objeções como questões e não como ataque.

• Exploração dos objetivos e expectativas: estabelecer uma reciprocidade psicológica, em que as pessoas tendem a tratar os outros da mesma forma que são tratadas; descobrir fatores, motivações e necessidades de outra parte; e buscar interesses em comum.

• Apresentação de objetivos, expectativas e alternativas: enunciar as expectativas, objetivos e alternativas relacionando isto com necessidades mútuas e mostrando as soluções e benefícios, deve-se colocar claramente os objetivos e expectativas iniciais de ambas as partes.

• Clarificação: dúvidas reais e superação da resistência; responder às objeções com dados e informações; superar impasses; efetuar concessões.

• Ação final/acordo: sinais de aceitação, e fechamento do negócio (se as etapas anteriores foram bem desenvolvidas, essa etapa é facilitada).

• Controle/avaliação: controle do que foi acordado em termos de prazos, custos e condições, medidas para implantação do que foi negociado, comparação do que foi previsto com o realizado na negociação, análise das concessões e suas consequências.

São necessários que sejam observados alguns pontos de atenção durante as etapas, como: cuidado com a sequência de concessões; deixe espaço para negociação; faça o outro lutar pela concessão; não conceda demais, nem muito rapidamente; peça algo em troca; passar para assuntos não conflitantes; anote todas as propostas; registre todos os avanços e concessões; formalize imediatamente os acordos; e evite comentar eventuais ganhos em detrimento da outra parte.

As etapas do processo de negociação estão diretamente relacionadas com o planejamento das atividades. objetivos e metas definidas. Isso facilita o desenvolvimento dos negociadores no alcance de melhores negócios, com qualidade e menores custos.

Os estilos de negociadores são características predominantes de comportamento de cada profissional da área, podendo ser definidos em: catalisador; apoiador, controlador e analítico. De acordo com Alto, et. AL (2009), seguem as características (figura 3).

Catalisador: é orientado para ideias e conquistas, tem mais clareza e menos credibilidade, possui dinamismo, cnatividade, persuasão e espírito empreendedor; valoriza o reconhecimento, e necessita aprender autodisciplina e moderação. Sob tensão, fala alto e rápido, agita-se e explode.

Apoiador: tem mais receptividade e menos coerência, é orientado para relacionamentos, busca harmonia e trabalha sempre para o grupo, veste a “camisa da empresa”, e precisa aprender a fixar metas. Sob tensão finge concordar; e não se manifesta.

Controlador: assume riscos e responsabilidades, é orientado para resultados, tem coerência e menos receptividade, tem confiança na eficiência, valoriza o cumprimento de metas e pode ser visto como exigente. Para obter apoio confia na eficiência, no bom trabalho feito e entregue no prazo combinado, sob tensão ameaça, impõe, torna-se tirânico.

Analítico: é organizado, equilibrado, orientado para informações, valoriza segurança, possui controle e disciplina. Às vezes é visto como perfeccionista detalhista em excesso, meticuloso, maçante, indeciso, teimoso e adiando a entrega para fazer sempre o melhor Para obter apoio mantém-se atualizado, a par do que está acontecendo, demonstra que conhece o trabalho, que é especializado. Sob tensão, cala-se, retira-se ou evita conflito.

Em um mesmo ambiente de negócio, podem existir os quatro estilos de negociadores, porém cabe ao gestor da organização definir e direcionar qual negociador será responsável pelo processo. Com capacitação e o desenvolvimento dos profissionais, é possível integrar as características dos estilos, para facilitar a condução do processo de negociação, e trazer o melhor resultado para a empresa. Após conhecer as etapas do processo de negociação e os estilos de negociadores, é importante que sejam estabelecidas estratégias e táticas para alcançar os objetivos.

ESTRATÉGIAS E TÁTICAS DE NEGOCIAÇÃO

Algumas sugestões podem ser adotadas para facilitar as etapas de negociação, tais como:

• Criar escolhas/alternativas.
• Estabelecer objetivos e metas alcançáveis.
• Equipe deve estar preparada fisicamente e psicologicamente
para a reunião.
• Definir as possíveis concessões (permissões).
• Estabelecer uma agenda de comum acordo.
• Criar prazos para decisões.
• Evitar impasses.
• Manter um clima entre os envolvidos estável.
• Estar bem-disposto.
• Conhecer antecipadamente a outra parte (pontos
fortes e fracos).
• Conhecer e pesquisar o mercado quanto a fornecedores, materiais e/ou serviços, e tendências atuais e futuras.

E importante que o profissional coloque sempre o interesse da organização como fator primordial. A negociação em que ambas as partes saem satisfeitas com o que foi planejado, principalmente, quando envolve comprador e vendedor, é possível criar parcerias para atender as necessidades dos clientes internos e externos da organização. Ou seja, por meio de parceira, cria-se uma fidelização entre as partes envolvidas, cujo resultado é um melhor atendimento, fornecimento de produtos/serviços com qualidade, preços justos, redução de custos e satisfação dos clientes.

Em relação às técnicas de negociação, de acordo com Alto, et. al (2009), elas caracterizam um processo essencialmente pessoal, ou seja, as técnicas definem o que fazer para desenvolver as estratégias e táticas durante o processo de negociação. Seguem abaixo, algumas técnicas que podem ser usadas:

• Ser pontual e atencioso.
• Cultivar a paciência.
• Evitar pré-jugamento.
• Saber reconhecer os erros.
• Saber escutar os envolvidos.
• Ter autocontrole.
• Possuir raciocínio rápido.
• Possuir capacidade de análise e síntese.
• Ter flexibilidade.
• Ter coragem e otimismo.
• Deixar que a outra parte fale na maior parte do tempo.
• Saber enfrentar e tolerar conflitos.
• Desenvolver a capacidade de pesquisa, planejamento e controle.
• Demonstrar confiança.

Uma negociação pode ser vantajosa para o comprador e para o fornecedor As condições ajustadas atendem plenamente, ou pelo menos, razoavelmente, aos interesses de ambas as partes: a comunicação flui adequadamente, as partes se fizeram ouvir os interesses foram considerados e as duas partes envolvidas conseguiram chegar a uma conclusão equilibrada, para Bailou (2006).

Acredita-se que a negociação é um jogo de forças, um jogo de poder que envolve muitas habilidades de relacionamento para se chegar a um final que agrade às partes envolvidas. Ou seja, troca de propostas que buscam vantagens para todos os envolvidos e que são baseadas numa relação assertiva.

Não existe uma receita pronta para o sucesso de uma negociação. As técnicas a serem utilizadas variam de acordo com o objeto negociado, o tempo, o estilo do negociador O que existe é um conjunto de habilidades e técnicas que diferenciam o bom negociador.

É preciso que o negociador: planeje cada ação previamente e por escrito; analise o perfil de seu interlocutor; e siga as etapas da negociação que ajudam na sistematização do processo.

Bom negociador deve dominar as características do que está sendo negociado e identificar pontos fortes e fracos do seu interlocutor

SUCESSO NAS NEGOCIAÇÕES E A ÉTICA

Negociação é uma troca, se não existe troca, não existe negociação. Quando alguém adquire algum produto, houve uma adesão nas condições comerciais (preço, prazo de entrega, garantia etc). As negociações, em geral, se baseiam no princípio humano universal da reciprocidade. Se você recebe um sorriso, tende a sorrir de volta. Se alguém estende a mão a você, você se inclina e estender sua mão também.

Quando, numa negociação, uma das partes ceder algo, tenha certeza que a outra espera uma concessão também. O profissional qualificado e preparado sabe que precisa listar concessões valiosas. Se negociação está relacionado a trocar; é básico que o profissional (comprador) se prepare para as coisas das quais pode ou não abrir mão, mesmo que a negociação possa ser frustrada, o que seria, em tese, uma negociação “perde-ganha”, onde o fornecedor ganha e o comprador perde. Também é preciso listar as concessões que você pode ou não fazer Além do preparo, este trabalho enche o profissional de autoconfiança e permite que ele conheça suas fraquezas e suas fortalezas, podendo, a partir desse momento, traçar outras alternativas para alcançar os objetivos.

Numa negociação, é essencial que as pessoas tenham a sensação de que ganharam, ou no mínimo empataram. Esta sensação se dá porque os negociantes atingiram seus objetivos transacionando, ou seja, cedendo e conquistando.

Ceder e conquistar estão no centro da negociação. Muitos acreditam que a eloquência, a lábia a fala bonita define a conquista e que o contrário define a de define quem cede mais. Esta é uma premissa falsa e tola. Quem planejar melhor; por escrito, pesquisou melhor, juntou a maior quantidade de informações, inclusive sobre a outra parte e tende a estar mais preparado para realizar suas conquistas com mais facilidade.

Uma boa negociação é baseada numa relação assertiva. A assertividade é a técnica e a arte de fazer o que precisa ser feito, de dizer o que precisa ser dito. Ou seja, assertividade é firmeza e convicção. Para você ganhar; o outro não precisa perder. Um comprador para ser eficaz, tem que perceber bem o outro, seus medos, suas aflições, seus interesses, seus pontos fortes e suas fraquezas. Assim, é assertivo aquele que tem qualidade empática.

Pode-se incluir também a empatia no processo de negociação, pois a mesma significa compreender as coisas pelo ponto de vista do outro, saber se o fornecedor precisa fechar sua quota, o fornecedor tem mercadorias encalhadas ou o fornecedor está vendendo tanto que a sua compra não faz muita diferença para ele. Seguem outros elementos importantes:

• Cenário da negodação: verificar se está entre predadores ou entre pessoas confiáveis, se o produto é realmente bom, se existem clientes para aquele produto e se o produto é importante para a empresa.

• Contexto: a situação é favorável, desfavorável, receptiva, cordial ou hostil, verificar a concorrência (condições junto à concorrência), mercado (se é comprador, se há demanda para o produto, se está estagnado ou recessivo), verificar os preços e as condições de pagamento oferecido (fornecedores pesquisados e os que fazem as melhores ofertas) e como está o consumo do produto junto à clientela (classificação no “mix” de produtos).

• Fornecedor: o mesmo é confiável, colaborativo, aceita negociação, tem interesse de fazer negócios a empresa.

• Produto: características, funcionalidade, durabilidade, assistência técnica, embalagem, entrega e garantia.

• Condições negociais: quais são seus limites, até quanto você está disposto a pagar, prazo mínimo para pagamento, prazo mínimo para entrega, quem entrega etc.

A análise dos elementos acima irá ajudar o profissional a construir um quadro de pontos favoráveis e contrários, que facilite a capacidade de compreensão e planejamento das atividades de negociação.

Há muita discussão quanto até que ponto se está agindo de maneira ética ou não em uma tomada de decisão e negociação.

Em termos éticos, não há, normalmente, nenhum padrão formal nem nenhuma declaração escrita do que é realmente ético. A ética de um negociador dependerá de algumas questões pessoais, tais como a formação filosófica e religiosa do negociador; sua experiência, valores pessoais etc.

Um dos principais motivos pelos quais as pessoas se envolvem em comportamentos não éticos (questionáveis) é a busca de vantagem em termos de poder. Dado que a informação gera poder a parte que é capaz de manipular melhor as informações pode ganhar uma vantagem sobre a outra. E comum os negociadores guardarem certas informações no sentido de possuírem uma posição mais forte para barganhar

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Negociação é um instrumento de comunicação utilizado quando nenhuma das partes, isoladamente, possui poder absoluto de decisão.Ter profissionais competentes nessa área é uma estratégia de mercado, e uma tática para conseguir melhores resultados. De acordo com Fernandes (2010), a boa negociação envolve economia de recursos financeiros e mão-de-obra, otimização do aproveitamento de talentos pessoais e de tempo, elementos essenciais no mundo corporativo. Uma negociação bem feita pode salvar uma empresa, propiciar saltos na carreira e elevar o nível profissional de todos.

Negociar não é apenas comprar ou vender trata-se de um processo que envolve objetivos, tomada de decisões, criatividade, comunicação e capacidade de administrar conflitos. Isso demonstra que negociar é muito mais do que técnica, tática ou estratégia, negociar é tudo isso somado a habilidades interpessoais, competências e atitudes.

Pode se concluir que as características gerais de um bom negociador envolvem: ter mente aberta; ver a negociação como um processo contínuo no qual nenhum item é imutável; ser flexível e capaz de rapidamente definir metas e interesses mútuos; ser cooperativo; não tentar convencer o oponente de que o ponto de vista dele está errado e deve ser mudado; desenvolver alternativas criativas que vão ao encontro das necessidades de seu oponente, entre outras.

E importante evidenciar que na negociação existem duas formas de se chegar a um acordo, ou seja, a uma decisão: barganha de resposta (cada um defende a sua resposta sem se preocupar em entender ou aprofundar o entendimento daquilo que está sendo negociado); e solução de problemas (negociadores seguem as etapas do processo decisório e de solução de problema).

Toda empresa precisa de bons negociadores, principalmente, quando pretende tornar-se competitiva no mercado. Na cadeia de suprimentos, o resultado de uma boa negociação pode ser evidenciado por meio de redução de custos com aquisições, prazo de entrega e fidelização de fornecedores. Desta forma, a boa negociação é aquela que envolve uma solução em que ambos fiquem satisfeitos, ou seja, modelo de negociação “ganha-ganha”.

Enviado por Sandra Bezerra, sex, 24/03/2017 – 17:28

Ao mesmo tempo em que o setor da construção debatia o tema na capital paraibana; em São Paulo, a CBIC soma esforços em ação coletiva, de combate à corrupção no setor privado, liderada pela Rede Brasil-Pacto Global ONU

Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção(CBIC) e pelo Sesi Nacional, o seminário “Ética e Compliance para uma Gestão Eficaz” ),realizado na sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP),  atraiu o interesse dos empresários da indústria do segmento na região, de representantes do Judiciário, Controladoria Geral da União, Tribunais, Ministério Público, entidades sociais, estudantes, entre outros, para debater sobre  a importância do compliance no ambiente de negócios da construção.

Empresários e dirigentes da construção civil receberam com otimismo a aprovação do mecanismo da terceirização, apontado como passo importante na modernização do mercado de trabalho brasileiro. “É uma decisão emblemática, que trará avanços importantes nas relações de trabalho”, afirma José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). “A terceirização tem benefícios evidentes e é sinônimo de produtividade, de qualidade do emprego. É um mecanismo bom para todos, empresários e trabalhadores, pois especializa o trabalhador e aproveita melhor suas aptidões”, frisou, descartando que haverá precarização das relações de trabalho.

Advogado do Sinduscon-MG e membro da Comissão de Políticas e Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, Fernando Guedes lembra que a construção civil tem disciplina própria sobre o assunto. “Está previsto no artigo 455 da CLT e no Código Civil e a nova regra irá dirimir muitas dúvidas, gerando a segurança jurídica tão necessária para as empresas que terceirizam”, diz Guedes. “Segurança jurídica para a contratação de empresas prestadoras de serviços traz confiança ao empresário, que passa a ter incentivo a investir, e o faz. Com o investimento, vem os empregos”, completa o advogado.

Segundo balanço de 2014 da Confederação Nacional da Indústria (CNI), quase 70% das empresas indústrias brasileiras, incluindo a construção civil, utilizam serviços terceirizados. Outro dado desse mesmo estudo impressiona: 84% das companhias que terceirizam pretendem manter e até ampliar esse tipo de serviço nos próximos anos.

Fernando Guedes explica que a empreitada de construção é uma prática tradicional do setor, justificada pela especialização dos serviços e pela sazonalidade das obras. Diferente de outras indústrias, a construção civil tem estabelecimentos móveis e temporários. Com a evolução dos processos construtivos, as obras passaram a ser feitas em etapas, com a profissionalização e maior qualificação dos trabalhadores. “Hoje, o empregado que trabalha na fundação não tem a mesma especialização daquele que trabalha com pintura, ou com acabamento. Por isso a empreita e a subempreita são previstas em lei”, explica. Para o presidente da CBIC, a nova lei avança em diversos aspectos. “Agora, a lei tornou-se mais clara e mais segura a contratação e a relação de trabalho”, diz José Carlos Martins.

NÃO HAVERÁ PRECARIZAÇÃO

Críticos da ampliação da terceirização dizem que esse modelo vai provocar a precarização das condições de trabalho.  Para o presidente da CBIC essa afirmação é uma falácia. “Não podemos aceitar que terceirizar quer dizer precarizar, e quem o fizer que seja punido com o rigor da lei”, avisou. “Um setor inteiro da economia não pode ser punido e o governo precisa fazer o seu papel que é fiscalizar e punir”, diz Martins.

A consultoria Deloitte, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), conduziu um trabalho no ano passado comparando o tratamento legal dado a terceirização no Brasil e em outros 17 países selecionados. A pesquisa constatou que em nenhum desses países há restrição sobre que etapas do processo produtivo podem ser delegados a outras empresas, ou seja, nenhum dos países fazem distinção entre atividade-meio e atividade-fim para regular a terceirização. Para ter acesso ao trabalho, acesse o link:  https://static-cms-si.s3.amazonaws.com/media/filer_public/3d/6a/3d6a491e-2328-4f07-b151-ad5e60e049cb/livreto_cni_terceirizacao_210x280mm_spread.pdf

A informalidade é outro problema que a construção civil enfrenta diariamente – hoje 57% dos ocupados no setor não recolhem para a previdência. “A informalidade no setor deveria ser uma preocupação para governo”, defende o presidente da CBIC. “Os fiscais do Ministério do Trabalho deveriam fiscalizar fortemente as obras informais, que não dão garantia nenhuma para seus funcionários”. O combate à informalidade é uma das principais ações da entidade que, em parceria com seus associados, trabalha para reverter o índice.

 

Fonte CBIC

Novas formas de aprender a aprender

Hoje os estudantes universitários aprendem muito diferente do que costumavam fazer. O ensino superior já não é um mundo de manuais físicos e apresentações de uma hora. Com tanto acesso à informação e múltiplas plataformas de aprendizagem on-line, a capacidade de atenção do estudante universitário médio já não tem tempo para realmente se concentrar nesses métodos de ensino tradicionais. Uma solução possível? Microlearning, uma ferramenta de grande empregado onboarding no aprendizado corporativo, é algo que você pode tentar implementar para ajudar a atender as necessidades de seus alunos. Microlearning é uma forma eficaz de entregar o conteúdo em pequenas, peças de fácil digestão. Ele fornece aos alunos informações focadas e controle sobre o fluxo de conteúdo. Ao envolver os alunos com estratégias microlearning, você fala a sua língua e aumentar suas chances de não só aprender o material, mas mantê-lo. Aqui estão algumas estratégias que funcionaram para outros educadores. PechaKucha PechaKucha é um método de apresentação que não é muito diferente do que a média PowerPoint (ou Prezi) conferência, exceto que ele se baseia mais em imagens do que texto. Os apresentadores reunem vinte imagens temáticas que culminam em uma idéia específica, eo apresentador só gasta vinte segundos discutindo cada imagem. PechaKucha é um bom ajuste para microlearning porque se concentra em um limite de tempo específico com um número definido de slides. Essas limitações de tempo exigem que o conteúdo do apresentador seja muito focado e condensado, o que é mais fácil para o público digerir. Por exemplo, você poderia criar uma apresentação de Pecha Kucha contendo imagens que representam um tópico argumentativo específico (Ex: os jogos de vídeo violentos causam comportamento violento?) E usar as imagens para despertar o interesse e fazer com que as idéias dos alunos fluam. Quando você conclui sua apresentação, ela prepara o terreno para uma discussão aberta com seus alunos. Veja outros exemplos aqui. Venngage Infográficos são uma ótima maneira de condensar um tópico que poderia levar páginas para escrever, e Venngage é um recurso disponível para ajudá-lo a criá-los. Infográficos são uma estratégia eficaz microlearning porque eles apresentam um grande pedaço de informação em um condensado visual. Ao invés de ter que ler páginas de material sobre um modelo teórico, você pode simplesmente montar um infográfico explicando esse mesmo modelo com uma representação visual

INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CERTIFICA IDEIAS QUE TRANSFORMAM DESAFIOS EM OPORTUNIDADES
Enviado por Paulo Freitas
Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade reconhece pesquisadores e empreendedores que buscam a modernização e o desenvolvimento da construção no País

A Indústria da Construção reconheceu e premiou na noite do último dia 14 de dezembro, com o Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade, cinco soluções inovadoras de excelência que têm contribuído para a modernização da construção civil brasileira. Os vencedores farão uma viagem aos Estados Unidos para conhecer as mais modernas técnicas em Building Information Modeling (BIM) e impressão 3D na construção. Em sua 21ª edição, a iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mais uma vez incentivou grandes ideias associadas a materiais, sistemas construtivos e pesquisa, com um potencial de melhorar a produtividade do processo de construção. Além das categorias já consagradas de Pesquisa Acadêmica, Materiais e Componentes e Sistemas Construtivos, neste ano também concorreram projetos nas áreas de Gestão da Produção de P&D e Tecnologia da Informação para a Construção (TICs), reforçando a importância do tema inovação para o setor, no que se refere à sua modernização. “A construção civil brasileira, a despeito de muitos desafios do dia a dia não deixa de enxergar o futuro do Brasil. É dessa energia, criatividade e compromisso que precisamos para arrancar o País desse case de incertezas e recolocá-lo no caminho do desenvolvimento econômico social”, destacou o presidente da CBIC, José Carlos Martins, durante o evento comemorativo de entrega do prêmio aos vencedores de 2016.

De iniciativa da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (Comat) da CBIC, a 21ª edição do prêmio contou com um grupo qualificado de jurados, que engrandeceu e conferiu isenção e profissionalismo à iniciativa. Foram avaliados o potencial de industrialização de cada um dos projetos, a originalidade, sustentabilidade, funcionalidade, impacto social e viabilidade da inovação. O evento, realizado pela CBIC, com a correalização do Senai Nacional, e parceria do Sistema Confea, Crea e Mútua, no Clube de Engenharia, em Brasília, contou com a presença de representantes dos Poderes Executivo e Legislativo, da Academia, do setor da construção e da imprensa. Dentre eles, o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB/PE); a secretária Nacional de Habitação do MCidades, Maria Henriqueta Arantes, e os deputados federais Duarte Nogueira (PSDB/SP), Jorge Corte Real (PTB/PE), Evandro Roman (PSD/PR), Alfredo Kaefer (PSL/PR), Carlos Marun (PMDB/MS), Edinho Bez (PMDB/SC) e João Carlos Bacelar (PR/BA).

Inovações de 2016

O vencedor da categoria Pesquisa Acadêmica foi o projeto “Argamassas de revestimento com resíduos para isolamento térmico”, da Labitecc, Universidade Federal de Goiás (GO). Os representantes da universidade, Helena Carasek Cascudo e Paulo Martins dos Passos, receberam o troféu do presidente do Confea, José Tadeu da Silva. A iniciativa vencedora propõe revestimentos de argamassa que alinham isolamento término à utilização de resíduos para aplicação em paredes de concreto pré-moldado de habitações de interesse social. A partir de ensaios e análises realizados concluiu-se que que as argamassas com resíduos de EPS, lã de vidro, lã de rocha e verniculita apresentam grande potencial para utilização como revestimentos e isolante térmico contribuindo em vários aspectos para a sustentabilidade na construção civil.

O projeto “Sistema regulável de proteção contra queda de colaboradores para trabalhos em altura na construção civil”, da Universidade Estadual de Maringá (PR), foi o vencedor da categoria Materiais e Componentes. Ele propõe o desenvolvimento de um sistema de guarda-corpo rodapé para proteção contra queda em altura de trabalhadores a ser utilizado na fase de execução de estrutura de concreto armado em pavimentos que atendam de forma eficiente toda a etapa da produção da estrutura, desde o seu início. O sistema pode ser usado com qualquer tipo de escora metálica disponível no mercado, de qualquer altura. A produção do sistema tem um custo relativamente baixo em relação aos que se encontram no mercado. Foram agraciados com o prêmio os representantes da Universidade, Hugo Sefrian Peinado e Marcos Sefrian Peinado. A entrega foi feita pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da CBIC, Nilson Sarti.

A empresa TECVerde Engenharia, vencedora em 2014 na Categoria Sistemas Construtivos, com o projeto Sistema Construtivo TecVerde: industrialização e sustentabilidade na construção civil, repetiu o feito e nesta edição ganhou o primeiro lugar com o projeto “Desenvolvimento de sistema construtivo Light Wood Frame destinado à construção de edificações multifamiliares de até quatro pavimentos”. A concepção do sistema construtivo light wood frame foi repensada para edificações multifamiliares e exigiu o desenvolvimento de novas soluções na tecnologia em requisitos como impermeabilização e segurança contra incêndio. Quanto aos resultados, sendo altamente industrializado, apresentou um aumento significativo de produtividade e redução de 80% dos resíduos gerados em relação à construção convencional. Para o cliente final, apresenta ainda melhoria em conforto térmico acústico.

O prêmio à categoria foi entregue pela secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Maria Henriqueta Arantes, a José Márcio Fernandes, Carla Rabelo Monich Soldera e Cassiane Celli, representantes da TECVerde Engenharia. Segundo o sócio diretor da empresa, ‎José Márcio Fernandes, desde 2009 a TECVerde vem construindo com essa tecnologia inovadora, transferida da Alemanha. “O projeto que ganhou o prêmio da CBIC é muito importante porque verticaliza essa tecnologia. Em outros países, esse tipo de construção é muito comum em prédios de seis até oito pavimentos. E com algumas tecnologias parecidas em prédios de até 18 pavimentos”, destaca. “Pelo projeto, a empresa conseguirá atingir uma maior população e impactar de forma significativa o mercado da construção civil com uma tecnologia sustentável. Para o usuário final, a tecnologia vai permitir pelo mesmo preço de uma habitação convencional financiada pela Caixa Econômica Federal unidades com desempenho térmico e acústico melhor, com maior qualidade de acabamento, por ser industrializado, e um produto mais resistente a humidade e intempéries. Embora para o Brasil seja um produto inovador, em outros países ele já está sendo executado há mais de 100 anos, com bastante sucesso”, reforça.

Na recém criada categoria Gestão da Produção de P&D, o 1º lugar foi concedido ao projeto “Ecoágua”, do Grupo Toctao, que propõe o desenvolvimento de um equipamento para tratamento de efluentes líquidos em obras de edificações, possibilitando reuso nos canteiros. A proposta partiu da destinação adequada dos efluentes, especialmente dos serviços de pintura, produção de argamassa e aplicação de concreto, bem como do uso dos chuveiros dos vestiários pelos funcionários, resultando em economia no consumo de água e redução dos impactos ambientais gerados pelos descartes de efluentes não tratados. O equipamento apresentou capacidade para tratar 1,2 milhão de litro de água anualmente por obra. Receberam o prêmio, do presidente da Empresa de Planejamento e Logística, José Carlos Medaglia, os representantes do Grupo Toctao – Bruno Alvarenga de Menezes, Cinthia Martins dos Santos, Ana Clara Schreiber e Adriana Antunes de Carvalho.

Já na categoria Tecnologia da Informação para a Construção (TICs), o vencedor foi o projeto “Assistência Técnica na Palma da Mão”, da MRV Engenharia. Por meio da automatização e otimização das etapas do processo de manutenção, o projeto resultou em aumento da produtividade das equipes e melhoria na gestão e confiabilidade das informações. A iniciativa reuniu uma equipe multidisciplinar para arquitetura e o desenvolvimento de uma plataforma tecnológica projetada para uso mobile, contemplando todas as etapas do processo de atendimento: solicitação de reparos pelo cliente, análise das regras de garantia, vistoria no imóvel, planejamento e controle dos serviços e encerramento com assinatura digital do chamado na plataforma. Permitiu ainda a economia de cerca de 20% dos custos de manutenção no primeiro ano e 34% no segundo. Foi importante no fornecimento de base de dados para retroalimentar o sistema de qualidade da empresa, promovendo um melhoria contínua no desempenho das obras. Outro ganho significativo com a plataforma e a metodologia de gestão adotada foi a redução do tempo médio de atendimento ao cliente.

Para Flávio Cambraia, gestor executivo da MRV Engenharia, que recebeu o prêmio do presidente da CBIC, José Carlos Martins, juntamente com Joyce Eguchi e Reinaldo Sima, por meio do projeto a empresa conseguiu otimizar a gestão da assistência técnica e a satisfação do cliente. “Conseguiu ainda otimizar processos, atendendo mais rapidamente o cliente, reduzir custos e ter ganhos de produtividade. Quando a gente pensa no cliente, pensa não só na questão das manutenções corretivas, mas também nas manutenções preventivas, para dar suporte”, mencionou Cambraia

Durante o evento, os jurados também foram homenageados pelo presidente da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (Comat) da CBIC, DionYzio Klavdianos. Foram eles: Alexandre Bertini, consultor do Sinduscon-CE e professor da Universidade Federal do Ceará; Dyanna Karla, especialista em desenvolvimento industrial do Senai Nacional; Eduardo Aroeira Almeida, vice-presidente da Ademi-DF; Euclesio Finatti, vice-presidente da Área Técnica do Sinduscon/Seconci do Paraná; Francisco Cardoso, professor da Politecnica da USP e chefe do Departamento de Engenharia da Construção Civil; Laura Marcelini, diretora técnica da Associação Brasileira da Indústria de Materiais da Construção (Abramat); Milton Anauate, consultor da Presidência da Caixa, e Salete Weber, coordenadora geral do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat do Ministério das Cidades

Otto Guilherme Gerstenberger Junior: Você sabia? No consórcio não existe cobrança de juros, mas há taxa administrativa, fundo de reserva e seguros

Os consórcios são uma modalidade de autofinanciamento. Quando um consorciado adquire a cota de consórcio, ele passa a fazer parte de um grupo com a finalidade de formar uma espécie de poupança, que é destinada à compra de imóveis.
Os participantes efetuam contribuições mensais que são feitas através do pagamento de prestações, calculadas de acordo com o valor do crédito contratado, somando a taxa de administração e fundo de reserva sem cobrança de juros.
O grupo será formado e administrado por uma empresa que cobrará taxas pelo serviço. Para fazer parte do grupo, basta comprar uma cota e pagar as mensalidades em dia. O dinheiro usado para comprar os imóveis é o dinheiro de todos os cotistas do grupo.
Antes de decidir comprar uma cota, pesquise se a administradora está registrada no Banco Central. O Banco Central também divulga os rankings dos administradores com maior número de reclamações.
Existem diversas administradoras, sendo possível escolher uma que esteja dentro do perfil do que se deseja comprar.
No consórcio, não existe cobrança de juros, mas há taxa administrativa, fundo de reserva e seguros.
Fonte: Hatada Advogados

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