Pois, apesar das taxas de juros não serem tão altas, o problema maior está na correção monetária prevista nos contratos e nas tabelas usadas para amortizar a dívida. No SFH, por exemplo, as prestações são corrigidas pelo Plano de Equivalência Salarial (PES), ou seja, segundo o reajuste salarial. No entanto, o saldo devedor (que é a dívida total) é corrigido segundo índices da caderneta de poupança e do FGTS, que são atualizados pela TR. Desta maneira, o que acontece: o salário cresce uma vez por ano e a poupança todo mês, ou seja, as prestações (valor menor) crescem anualmente e o saldo devedor mensalmente. O outro problema está nas tabelas de amortização. Na maioria das vezes, é usado para amortização da dívida a Tabela Price – Sistema Francês de Amortização – que, na verdade, provoca capitalização de juros.
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